quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Parque Estadual Petit Jean

Foi meio por acaso que descobri um interessante Parque nos Estados Unidos.

Primeiro lendo o Almanaque Disney nº 21,de Setembro de 1973, numa página de curiosidades da Natureza, falando sobre rochas tartarugas.


De cara pensei em ir no Google Maps ou no Google Earth e tentar achar este parque citado e essas rochas. Depois descobri que é um interessante parque estadual, com vários locais muito bonitos e uma história a partir de um lenda.

Diz a estória contada que Petit Jean foi uma garota francesa que se disfarçou de homem para secretamente acompanhar seu amor, um dos primeiros exploradores do Novo Mundo e que acabou morrendo nesse fabuloso local no Arkansas.


Veja mais informações no site do parque :  http://www.petitjeanstatepark.com/gallery/

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

“The Electrical Experimenter”, 1914-1918

Uma interessante revista que saiu durante os anos da I Guerra Mundial nos EUA. Quando as pessoas ainda iam à Guerra com júbilo, enchendo os trens em seu garbosos uniformes, mal sabendo do inferno que enfrentariam numa guerra estática de trincheiras, bombardeios de artilharia e os primeiros aviões...


Pra encurtar a conversa... pois bem, nessa época surge essa revista, aproveitando a visão de que a tecnologia iria ser a chave para a resolução de todos os problemas, como vencer o inimigo.

Comento as revistas a seguir pelo conteúdo da capa, abaixo delas, divirtam-se...comentem o que acharam !


Quando saiu essa revista, em Agosto de 1915, os EUA ainda não tinham entrado na I Guerra Mundial, porém forneciam materiais bélicos para a Inglaterra e a França. A revista, como veremos nas capas, concentra-se em utilizações militares para a eletricidade, como nesta capa, que mostra uma antena de radio recebendo notícias da guerra na Europa.
Essa idéia é o embrião da localização de submarinos atual. A capa fala de torpedos sem fio, mas ele está aparentemente ligados a um barco por fios, que está em contato sem fios com um avião, que caçaria e localizaria o submarino.
Uma espécie de "Lagosta" mecânica... submarinos com pernas mecânicas e ainda emitindo raios destruidores.... porque supus serem submarinos ? Reparem nas torretas de periscópios... ou são simples suportes para os fios das antenas ? 
Um delírio inspirado nos primeiros tanques, dessa vez um tanque estilo motocicleta, de duas rodas e com mais de 15 metros de altura, cuspindo chumbo pra todo lado... tudo isso era vontade de destruir, de derrotar o inimigo ??   Engraçado que isso não mudou muito em quase 100 anos, diariamente vemos países agressivos demonstrando novas armas pra intimidar os inimigos.

domingo, 9 de dezembro de 2012

BRASIL, UM PAÍS HOSTIL AOS AUTOMÓVEIS


amente e ainda acrescento a predileção do brasileiro em estacionar nas vagas de deficientes e idosos, indevidamente, e na maior cara de pau !



O Brasil tem uma boa parte de seu movimento econômico baseado em automóveis. É uma indústria de grande porte, com muitas fábricas funcionando, e que entrega à Nação uma enorme riqueza, principalmente na forma de impostos. Há uma quantidade muito grande de pessoas, empresas e serviços que existem por causa do veículo automotor.

O País, porém, trata os carros como fonte de renda, apenas. Não há facilidades nem benefícios para que precisa ou apenas quer ter um carro particular, direito de quem pode e quer pagar por um. Não confunda o que está dito com facilidade para financiar um carro novo. Essa provém dos bancos, que vivem de vender dinheiro, assunto que prefiro não comentar. Ter um carro no Brasil significa ser afetado constantemente por dificuldades de todos os tipos, em sua quase totalidade atingindo o bolso.

O negócio é tão forte, tão grande, que pensar em apenas um fato que acontece todos os dias com muita gente já mostra o tamanho da palhaçada a que estamos submetidos. Esse fato é o roubo ou furto de um carro (pode ser moto, caminhão, ônibus etc.).

Se você já foi vítima dessa enorme indústria que não paga imposto, a dos roubos de carros, perceberá que houve apenas um prejudicado em toda a seqüência do que aconteceu depois. Você.

O ladrão leva seu carro embora e vende, ou desmonta e depois vende partes, ou usa para outros crimes e o abandona normalmente estragado, ou destrói seu carro em um poste. Se não era segurado, o valor do carro ou do conserto foi perdido. Se tinha seguro, você aciona-o e pede seu ressarcimento. A seguradora paga, após procedimentos que lhe tomaram tempo e dinheiro, no mínimo com telefones e e-mails. Se for acidente, você ainda paga a famigerada franquia, e gasta mais ainda.


Seguro ecológico. Para furtar esse carro, só sendo veterinário ou zoólogo!

Aí você não pode ficar a pé, e sai em busca de um carro novo ou usado. Em ambos os casos, você irá pagar por mais um carro, que precisa ser passado para seu nome, emplacado se for novo, transferido de município se for usado e comprado longe de casa, feito um novo seguro para evitar novo prejuízo em caso de outro roubo (gato escaldado tem medo até de água fria), comprado aquele rádio melhorzinho, colocado um tapetinho aqui, um alarme caso não tenha, essas coisas todas que a maioria faz.

Percebeu que você gastou um monte de dinheiro seu e da seguradora? E quem você acha que irá recuperar fácil esse dinheiro gasto?

As empresas de seguro tem cálculos mirabolantes e secretíssimos para chegar ao valor de prêmio cobrado, levando em conta até o CEP onde o carro passa a noite. Um quarteirão de distância pode mudar o valor que pagamos a essas empresas. Idade do condutor também conta, com os mais jovens sendo os mais achacados pelos altos preços, mesmo sabendo que há motoristas jovens muito mais responsáveis que os tiozinhos e tiazinhas que vemos todos os dias.  As seguradoras cobrem os prejuízos dos clientes, sem dúvida, mas recuperam o prejuízo aumentando o seu novo seguro através da perda dos bônus, e reajustando valores constantemente para todos os outros clientes.

Os roubos que geram lucros a quem vende peças usadas. Não compre se você não tem certeza da origem.

Os documentos de seu novo carro custam-lhe mais dinheiro, que os governos recebem. O carro novo paga um IPVA logo de cara, proporcional ao mês do ano em que você está adquirindo-o. Se um despachante lhe ajudar, recebe o dele também.

Em suma, toda uma cadeia de serviços e produtos lhe tomam dinheiro, e um monte de gente recebe o que sai de seu bolso. Todos lucram com o fato de seu carro ter ido parar nas mãos dos amigos do alheio, menos você, o dono do carro.


Detran do Rio de Janeiro, entupido de carros e com esperas enormes para ser atendido. Serviço público muito bem pago pelo nossos impostos, mas que fazem parecer ser um favor prestado gratuitamente.

Falar sobre as vias por onde transitamos é outra coisa que mostra o quanto é difícil ter e usar um carro no Brasil. Há ruas e estradas aceitáveis, mas a enorme maioria é um puro lixo destruidor de suspensões e torcedor de carrocerias. Se for em cidades grandes, há um descaso enorme com a qualidade do pavimento. Se for em pequenas, muitas vezes nem há pavimento. Sinalizações mal feitas fazem motoristas andarem mais que o necessário em muitos casos. Pontos mal pensados, projetados e construídos induzem a erros de condução que provocam acidentes, gerando mais gastos e mais impostos arrecadados no conserto de um carro batido. Mais uma vez o prejuízo é só seu, o dono do carro.

Uma praga antiga brasileira são as inúteis valetas nas esquinas, colocadas com a desculpa de escoamento de água. Totalmente desnecessárias se o leito carroçável for projetado com caimento correto. Somam-se a elas as lombadas para redução de velocidade, essas verdadeiras doenças que na verdade foram provocadas por motoristas que não sabem andar em velocidade compatível com as vias e que só pensam em acelerar o máximo possível. E quem anda com responsabilidade e defensivamente tem que perder tempo e desperdiçar combustível com essas excrescências do pavimento. Os bons pagam pelos maus, verdade eterna.
Feitas para estragar carros, essas malditas valetas

Combustível é outra aberração. Carros a gasolina têm que queimar álcool, misturado por imposições governamentais antigas e que ninguém de governos mais recentes teve coragem de derrubar. Para contornar a situação nefasta de se ter dois combustíveis misturados, e ajudar mais ainda os produtores de álcool, a indústria criou o carro flexível em combustível, visando fomentar a economia no bolso do dono de carro. Pouco adianta. A gasolina e o álcool tem preços exorbitantes desde sempre no Brasil. Naquela fase de 2008/2009, quando os americanos tiveram aumentos monstruosos no preço da gasolina deles, os EUA entraram em uma crise enorme e centenas de milhares perderam seus empregos, a gasolina lá ainda era bem mais barata que aqui, onde pagamos todos os dias sem reclamar, sem pestanejar e sem esbravejar. Os preços altos eram notícia todos os dias na imprensa americana. Aqui, já nos acostumamos.

Para temperar a desgraça da exploração, ainda há gente ruim que estraga a gasolina e o álcool locais com solventes, água e outros líquidos menos nobres ainda. Prejuízo ao dono do carro de novo. Uma dica que aprendi foi perguntar a motoristas de táxi onde há combustível de boa qualidade. Eles rodam muito mais que a maioria, e descobrem rápido os postos picaretas, espalhando a notícia entre colegas de profissão.

Gasolina misturada com qualquer coisa, à esquerda: obra de gente ruim

Mas parar no posto para abastecer também é hostil. Muitas vezes lhe são ofertados produtos desnecessários, como aquela "completada" no óleo ou na água de refrigeração, verificados com o motor quente, de forma errônea, além daquele aditivo totalmente dispensável se você já utiliza uma gasolina ou álcool dos mais caros, os aditivados. Sempre digo que posto não é lugar para se abrir capô de carro. Faça suas verificações pela manhã, ou ao menos depois do motor desligado e esfriando por pelo menos meia hora. Melhor mesmo com o carro frio. Uma condenada rápida no extintor de seu carro também é de praxe em muitos postos.

O óleo diesel, que pode ser usado em carros pequenos para transporte de pessoas em qualquer canto do mundo, é proibido no Brasil. Mais uma ditadura governamental antiquíssima, e que nenhuma "ditadura" moderna tem peito de exterminar. Levar gente com diesel aqui, só em veículos grandes como furgões de passageiros e picapes, ambos notórios pelo peso excessivo e tamanhos nada favoráveis ao transporte nas cidades.

Há motores moderníssimos no mundo todo movidos a diesel para carros leves, permitindo pouca poluição e consumo aos felizardos que os possuem. Mas aqui a hostilidade não permite. Claro, hostilidade baseada em finanças. Gasolina dá mais lucro, então, cidadão, pague mais caro e divirta-se com seu carrinho pequeno a preço de carro grande. Só para lembrar, aqui pertinho, na Argentina, país tão criticado pelos espertos brasileiros, eles podem. E também no Paraguai, que tomamos como subdesenvolvido, também. Só os brasileiros não podem. Deve ser algum tipo de maldição.

Sobre preços de carros, melhor não falar nada. Já muito foi dito e escrito em todos lugares dessa imprensa nacional, e não adianta. Continuamos a pagar umas três vezes o que um carro vale na verdade. E pelo menos uma dessas vezes é todinha dos órgãos governamentais, que usam nosso dinheiro vocês sabem onde. Descontinhos pífios e temporários em alíquotas de impostos são decretados e comemorados como se fossem mesmo bondades, quando na verdade são oportunismos para arrecadar mais ainda, com presidente da República se valendo disso para fazer propaganda pessoal. Vergonha pura.

E as multas? Será que vale a pena falar algo? Será que dá para imaginar que um governo municipal entregue o controle das máquinas fotográficas acopladas a sensores de velocidade que registram infrações a uma empresa privada e se acredite que o serviço é totalmente justo para o lado do motorista? Será que empresas privadas não querem e não precisam aumentar seus lucros? Será que reduções de velocidades máximas permitidas a níveis ridiculamente baixos tem apenas e tão somente a função de aumentar a segurança?

É muita ingenuidade acreditar nessa baboseira toda que os caras de gravata nos contam. E tem gente que foi à escola, sabe ler e escrever e acredita, isso é que é o mais incrível!

Chamada de indústria da multa, o esquema nefasto denota o absoluto desrespeito dos governantes para com seu povo

Já precisou estacionar seu carro em uma cidade grande? Na rua aparece o chamado "flanelinha", sempre um ser a gerar desconfiança, mesmo que seja bem intencionado (e eles existem). Estacionamentos são uma comédia em grande parte. Ou se deixa carro e chave para manobras mirabolantes com habilidade e cuidados duvidosos, ou se procura um do tipo "tranque e leve a chave". Dá trabalho e toma tempo, sem contar o preço.


Momento de frio na espinha. Entregar o carro a um manobrista pode ser problema sério.



Presenciei durante anos a fio as brincadeiras de manobristas de um estabelecimento para festas perto de casa. As trocas de marchas com patinagem de pneus era a mais comum das práticas. Os donos dos carros nada viam, pois o buffet ficava em outra rua, dobrando a esquina, e os profissionais das manobras "arregaçavam" os veículos alheios sem dó. Era a diversão deles, castigar a máquina. Uma outra brincadeira era passar de primeira a ré ou vice-versa com o carro em movimento. Hostilidade automobilística pura.


E há também estacionamentos caríssimos e sem vagas disponíveis. Duvidam? Basta ir ao Aeroporto Internacional de São Paulo, que não é em São Paulo, mas em Guarulhos. Tem até foto para provar.

Pagando caro para estacionar onde não deve porque não há vagas: Aeroporto de Cumbica, Guarulhos, São Paulo

E as oficinas? O que dizer delas? Quem nunca teve problema com mecânicos ruins ou de má índole levante a mão e me conte onde foi o milagre. Centros automotivos geradores de problemas se encontram facilmente em qualquer lugar. Encontrar os honestos e que trabalham com eficiência é bem mais difícil. Há que se ter experiência e conhecimento com veículos para não ser enganado, e mesmo assim pode ocorrer. Quando não se sabe nada ou quase nada sobre técnica de carros, temos que pedir ajuda de alguém para nos acompanhar.

Amigos entusiastas dos automóveis, está cada vez mais difícil suportar tantas maldades contra o automóvel. Utilizar o carro com prazer não é fácil. O próprio carro parece se cansar de tanta ruindade contra ele.

Esperamos conseguir manter o otimismo e não entrar na onda daqueles que consideram o automóvel como uma máquina fadada à extinção, sendo substituída por vários tipos de transporte coletivo.

Seria uma derrota da humanidade.

JJ

domingo, 25 de novembro de 2012

A falta que uma montadora brasileira faz


O Brasil é o quinto maior produtor de veículos no mundo: mais de 4 milhões de unidades ao ano. Tem um grande mercado interno, quase toda essa produção é vendida aqui. E são grandes as possibilidades de crescimento desse mercado, com a ascensão social e as facilidades de crediário existentes. Há cerca de 20 montadoras instaladas no país,além de mais de 500 fornecedores na cadeia produtiva. Outras estão vindo.

No entanto, nenhuma dessas montadoras é brasileira.Os grandes fornecedores e fabricantes de autopeças
instalados aqui também são estrangeiros.Dos dez maiores fabricantes de veículos no mundo, o Brasil é o único que não tem montadora própria (excetuando o México, cujo setor automotivo é uma espécie de“extensão”do americano)—o único Bric sem uma.

Formamos técnicos e engenheiros de nível mundial, que vão trabalhar nessas empresas.Muitos fazem carreira internacional. É como ver uma Copa do Mundo sem uma seleção brasileira,com todos os nossos craques jogando com camisas estrangeiras. Frustrante.
Não tenho nada contra as multinacionais. Elas têm contribuído muito para o Brasil, gerando empregos, recolhendo impostos e produzindo riqueza. Todas fazem pesquisa e desenvolvimento, inovam, mas fazem isso nos seus países de origem. Essas atividades são estratégicas, arriscadas e caras, por isso ficam sob supervisão direta das suas matrizes.
O governo brasileiro está agora tentando modificar esta situação. Aumenta impostos sobre os veículos, especialmente os importados, mas dá descontos para aquelas empresas que investirem aqui em“inovação”,
sem dizer claramente o que seria isso, entre outras exigências.
A meu ver, isso dificilmente vai dar certo.O que vamos ter, de fato, é um esforço das empresas para convencer o governo de que o que elas já vêm fazendo atende às novas regras. No máximo, teremos carros com motores algo mais econômicos (uma das únicas exigências objetivas do programa).
Esse novo regime automotivo tem aspectos positivos, mas é uma forma de protecionismo comercial.

Acentua as distorções do mercado brasileiro, não toca no grande problema:
o preço dos carros brasileiros ser o triplo do preço em outros países.

Além disso, provavelmente terá pouco resultado em termos de inovação e desenvolvimento de tecnologia automotiva brasileiras. 

Se tivéssemos uma montadora brasileira,não precisaríamos de nenhum“regime automotivo”nem de nenhum programa de inovação. Uma montadora brasileira faria pesquisa e inovação naturalmente no Brasil, como já fazem Embraer,Vale,Petrobras e Embrapa.
Pode ser difícil agora criar uma nova montadora brasileira competitiva em nível global,mas não é impossível.
Há alguns nichos que poderiam ser explorados.O Brasil tem algum conhecimento em carros “verdes”, por conta do álcool e dos biocombustíveis—os motores flex, aliás, são prova de que temos capacidade de fazer pesquisa de ponta. Poderíamos tentar produzir carros com foco ambiental não apenas no combustível,mas em todos os materiais, processos de fabricação,manutenção e posterior reciclagem.As montadoras atuais usam o meio ambiente como fator de marketing, não há tecnologia real em seus produtos.
Tal empresa não poderia ser estatal, que aqui tende a se tornar apenas um cabide de empregos totalmente ineficiente, mas precisaria ter apoio do governo em sua fase inicial. Apoio limitado e por prazo determinado —se a empresa não conseguir andar sozinha depois disso, melhor deixar fechar.
Essa frustração tem de acabar— como podemos ter todos os recursos humanos e um mercado à disposição
e não termos uma montadora competitiva e vencedora?

RONALDO DE BREYNE SALVAGNI, 59, é professor titular e coordenador do Centro de Engenharia
Automotiva da Escola Politécnica da USP

Publicado na Folha de SP de 21/11/12

sábado, 17 de novembro de 2012

Bíblia salva vidas






O cristão Kurt Geiler nunca ia a parte alguma sem a sua Bíblia - e sua fé foi recompensada em 1917, quando seu precioso livro encadernado em couro salvou sua vida.


Numa trincheira da Iº Guerra Mundial, no nordeste da França, o soldado da infantaria alemã estava dormindo como de costume com sua Bíblia debaixo de sua cabeça. Sem aviso, um golpe direto destruiu sua escavação quase completamente, ferindo e matando muitos de seus companheiros. Geiler não foi ferido e conseguiu sair dos escombros. Foi só mais tarde, quando ele pegou a Bíblia que ele descobriu para sua surpresa que o livro sagrado o havia salvo. Seu filho, o professor Gottfried Geiler, de Leipzig, afirmou: "Um pedaço grande de quatro centímetros de shrapnel (chumbo que as bombas espalhavam ao explodir) rasgou a Bíblia sob sua cabeça. Ela se rasgou, mas não completamente, então meu pai saiu ileso e ainda vivo. "É verdade que a Bíblia, que tem sido mantida desde então como uma lembrança preciosa na família, era realmente a sua salvação." O neto de Geiler, Markus Geiler disse que também havia tem sido tratada como um "memorial anti-guerra da família '. "Eu me lembro do meu pai me levando para a sua estante de livros, abrindo-a e retirando a Bíblia, que estava embrulhada num papel grosso", lembrou ele. Ele disse: 'Olha, isso é o que salvou a vida de seu avô. "Era sempre algo muito especial quando este livro era desembrulhado ". 


E hoje, passado quase 100 anos desse episódio, eu também acredito que a Bíblia, o seu conteúdo, a palavra de Deus, salva as vidas expostas nessa guerra diária no mundo, de todos os shrapnel inflamados do maligno, de toda "bomba" que venha a cair em nosso canto. Basta acreditar nela !

Imagens – CC-BY-SA

Fonte : http://www.retronaut.com/2012/11/life-saving-bible/
Tradução, adaptação e comentário : Xracer

domingo, 28 de outubro de 2012

Nissan mostra direção controlada digitalmente



Lentamente, mas com segurança os facricantes estão substituindo os componentes puramente mecânicos dos carros por digitais controlados pela eletrônica. Se você puder imaginar, estamos prestes a ver a nossa conhecidíssima caixa de direção desaparecer. A Nissan Motors lançou a tecnologia do primeiro volante que permite o controle independente do ângulo dos pneus e das voltas na direção.
Um sistema de direção convencional direciona os movimentos dos pneus através da transmissão de mudanças no volante aos pneus através de uma ligação mecânica, podendo haver auxilio hidráulico ou elétrico. Essa nova tecnologia de direção da Nissan lê as intenções do condutor ao virar o volante de direção e controla os movimentos dos pneus por meio de sinais eletrônicos. A Nissan diz que este sistema transmite as intenções do motorista para as rodas ainda mais rápido do que um sistema mecânico e aumenta o desempenho da sensação de dirigir  por prover rapidamente e inteligentemente   seu motorista do feedback da superfície da estrada.
Cada roda é virada independentemente, para que o sistema possa melhorar a estabilidade, fazendo pequenos ajustes do ângulo de virada de modo que o veículo continue como planejado na pista que está viajando. Se o veículo muda de direção devido à uma imperfeição na estrada ou de ventos laterais, o sistema atua de modo a minimizar o efeito dessas condições, resultando em reduzidos movimentos de correção pelo motorista.
Usando uma câmera montada acima do espelho retrovisor do veículo, o sistema analisa a estrada à frente, reconhece a faixa de direção, detecta mudanças na direção do veículo e transmite essa informação as várias unidades de controle eletrônico como sinais eletrônicos. Se uma discrepância ocorrer, o sistema atua de modo a reduzi-la controlando a força oposta ao ângulo do pneu.
A Nissan tranquiliza os céticos, dizendo que no caso de um mau funcionamento do computador, outro imediatamente assumirá o controle, e em circunstâncias extremas, tais como o fornecimento de energia ser interrompido, um conector de reserva irá agir para ligar o volante e as rodas mecanicamente.
Parece difícil de acreditar para aqueles entre nós que gostam de uma direção de pinhão e cremalheira tradicional com ligações mecânicas. No entanto sistemas como este, são, sem dúvida, a onda do futuro, quando mais tarefas de condução serão assumidas pelos carros e seus computadores. A Nissan diz que esta tecnologia equipará alguns modelos da Infiniti dentro de um ano para fornecer, como eles dizem em sua propaganda nos EUA, "dirigir como se deve" e "condução com paz de espírito" para os proprietários.
Fonte : http://blog.roadandtrack.com/nissan-first-to-reveal-digitally-controlled-steering-technology-news/
Tradução e adaptação : Xracer

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Motocicleta Art Deco de K.J Henderson, 1936

“ Construída originalmente por O. Ray Courtney em 1936 baseada numa de 1930 de K.J Henderson, restaurada por Frank Westfall de Syracuse, NY, EUA”
- Motor de 4 cilindros em linha, câmbio manual e posição de dirigir excêntrica numa moto única no mundo, customizada usando o estilo em voga na década de 1930, meticulosamente restaurada até aos detalhes ! A frente lembra o Chrysler Airflow, com sua grade aerodinâmica.

terça-feira, 9 de outubro de 2012

Mais que irmãos, amigos


Jesus não ficou esperando que as pessoas viessem procurá-lo para uma amizade. Ele não esperou que alguém o notasse, que alguém puxasse papo, que alguém se preocupasse com ele. Antes, ele decidiu ir e notar, puxar papo, se preocupar com pessoas de dentro e de fora de seu convívio. Se você quer  ter amigos, vá e faça-os!  Não fique no seu canto isolado, esperando o outro tomar a iniciativa ! Muitas vezes julgamos que seremos "entrões", mas é dessa forma que conhecemos e ampliamos nosso círculo de amizades.

Outro erro é entendermos que amizade significa ter alguém que se preocupe com você. Totalmente anti-bíblico! Amizade significa você decidir se preocupar com alguém. Quando isso acontece iniciasse uma amizade.
O cristianismo e a amizade cristã têm mais a ver com você dar do que receber, fazer do que esperar que façam, amar do que esperar que lhe amem, se preocupar do que esperar que se preocupem. A amizade cristã está sempre voltada para o próximo! Jesus disse que ele:
Não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate por muitos … Ninguém tem maior amor do que este: de dar alguém a própria vida em favor dos seus amigos... tenho-vos chamado amigos, porque tudo quanto ouvi de meu Pai vos tenho dado a conhecer. (Mc 10.45 e Jo 15.13-15)
Tendo estas palavras em mente sejamos como Ele! Não nos esqueçamos que amizade cristã tem a ver em servir alguém hoje, e não esperar que alguém nos sirva. Saia! Sirva! Preocupe-se! Ame! Solidarize-se! Siga os passos de seu Mestre. Faça isso. Só não fique parado esperando que alguém se lembre de você e faça algo por você. Isso, pela graça de Deus, poderá ocorrer. Só não se esqueça que, amizade, aos olhos de Deus, tem mais a ver com o que você está decidindo fazer por alguém hoje (um telefonema, um passeio, uma conversa sincera) do que com o fato de ninguém estar se lembrando de você.
Chega de vivermos apenas como “irmãos”. Sejamos amigos, e verdadeiramente irmãos, de carne (pois comemos do mesmo “pão” que desceu do céu) e de sangue (pois estamos lavados e perdoados pelo, agora, nosso grande Amigo!).

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Construção de Brasília, Anos 50


O Fotógrafo francês Marcel Gautherot fez essas imagens em preto e branco da construção de Brasília, projeto de Lúcio Costa e Oscar Niemeyer, projetada para ser a nova capital do Brasil  e inaugurada em 1960. As fotos mostram os amplos espaços abertos do Planalto Central e o trabalho para erguer uma nova cidade no meio do Brasil.

domingo, 30 de setembro de 2012

OS VINTE ROBÔS MAIS POPULARES DA TEVÊ E DO CINEMA

Chegamos hoje aos 10.000 acessos ! Mais uma vez agradeço a todos que tem visitado nosso blog e convido a acessarem os demais posts e deixarem comentários !

Voltaremos agora em Outubro com posts inéditos, agora que já efetuei uma mudança de cidade e uma cirurgia que me deixou afastado por alguns dias. Pretendo continuar escaneando as revistas Motor3 que tenho.

Hoje venho mostrar este interessante apanhado de robôs, em diversas formas, humanoides e não humanoides, que conhecemos nos últimos 40 anos. Ficaram de fora o primeiro deles no cinema, a robô do filme Metropolis, que é lembrada pelo C3PO.

Xracer
Robocop (Robocop, O Policial do Futuro - 1987) – Criado em 1987, o “Policial do Futuro” não é bem um robô, já que é um híbrido de organismo humano e cibernético. Entretanto, a criação de Paul Verhoeven entrou para a história como um dos robôs mais populares do cinema na década de 80. Recentemente foi anunciado que a trilogia ganhará um remake.
R2D2 (Star Wars - 1977) – Definido como “dróide automecânico”, esse simpático robozinho é um dos personagens mais famosos da clássica saga Star Wars (os primeiros 3 filmes). Formava dupla com o atrapalhado C3-PO. Os dois robôs foram os únicos personagens a participarem de todos os filmes da saga.

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Pick-up 41

Um pouco enferrujada... mas que linda camionete essa em primeiro plano ! Pick-up Chevrolet 41.

Só me lembro do mesmo modelo que tem em alguns mapas do jogo Team Fortress 2 !

domingo, 12 de agosto de 2012

Um mês repleto de lançamentos

Sim...mas me refiro à Agosto de 1972, 40 anos atrás !

Nessa época eu ainda era criança pequena, naquela fase em que o mundo é surpreendentemente mágico, tudo tem uma cor e um cheiro fantásticos... o mundo é muito mais colorido e fascinante !
Nesse mês de Agosto a tanto tempo passado foram publicados pela Editora Abril dois fantásticos gibis (quadrinhos, comics, banda desenhada) especiais que na época me marcaram muito !
Ambos foram extensamente anunciados nas outras revistas Disney daquele mês.
O primeiro foi o Manual do Tio Patinhas, que eu posteriormente (em 1974) ganhei de meus pais, juntamente com a moedinha nº 1. Ambos os tenho guardado até hoje, com as marcas do tempo, de tantas leituras e que me mostraram a história do dinheiro, algo sobre o Sistema Financeiro e muitas curiosidades sobre milionários e coisas de valor. O que eu mais gostei na época foram as estórias e a qualidade da publicação, de capa dura e com uma texturização agradável, sabe... aquela que você passa as mãos sobre a capa e sente a textura ? Só pegando no livro mesmo pra entender, não sei o nome correto desse acabamento, mas pra quem era criança na época era fabuloso o efeito !



Outra revista que saiu nesse mesmo mês e que na época eu ganhei de meu primo foi o primeiro Disney Especial, "Os Bandidos".
Lembro até hoje a sensação de se tentar ler uma revista dessas enquanto estava na Pré-Alfabetização ainda... uma sensação maravilhosa... a revista repleta de estórias interessantes !

Uns 8 anos depois a Editora Abril re-editou a coleção Disney Especial, a partir do primeiro número, só que com outra capa e com menos páginas, já não era a mesma sensação que eu tive com a original. Essa eu já não tenho mais, foi somente depois que comecei efetivamente a ler e guardar meus gibis, os quais tenho em minha biblioteca afetiva de revistas.


Leia mais sobre esse primeiro Disney Especial e puxe uma cópia em PDF dele no Blog Chutinosaco, clicando aqui 

terça-feira, 7 de agosto de 2012

Leilões de Monterey 2012 - Ferrari 250 GT SWB California 1962


Texto de Justin Mastine-Frost, tradução e adaptação Xracer



Quando se trata de carros esportivos colecionáveis poucos, se é que há algum, podem se equiparar com a lenda que é o Spyder California. Com a sua excepcional carroçeria construida à mão por Scaglietti e o raçudo motor V-12 de 3 litros e de cerca de 296 cv, a Califórnia era um carro desejável desde o primeiro dia que foi apresentada. Apenas 54 destes carros de distância entre eixos curta foram produzidos, e destes apenas 37 vieram com os opcionais e bonitos faróis cobertos.
Para aqueles que ainda não se atinaram, lembrem-se de detalhes daqueles filmes dos anos 80...isso mesmo! Lembra-se do filme "Curtindo a Vida Adoidado" ? Esse é o carro do filme... aquele daquela cena memorável onde os garagistas pulavam na pista a milhão por hora e no final do filme deram um jeito dela voltar o velocímetro... A equipe de produção utilizou uma réplica de fibra de vidro baseado numa plataforma MG, o que não era de se surpreender, pois as verdadeiras 250 GT Californias já tinham sido negociadas por preços astronômicos até então.
Esta Califórnia passou seus dias iniciais em Bruxelas, na Bélgica, na coleção do jovem entusiasta de corridas e colecionador Freddy Daman antes de serem enviados aos EUA em 1970. Posteriormente, recebeu uma senhora restauração e na Exposição de 1990 em Pebble Beach foi reconhecida como a melhor em sua classe. Tal como acontece com a maioria dos carros a leilão, em Monterey, o estado absolutamente impecável deste carro é um prêmio que se esperaria a quem a adquirir.
Após a sensação do rádio britânico Chris Evans pagar por sua SWB Califórnia em 2008 a bagatela recorde de US$ 10.894.900, eu me pergunto se alguém pode ainda aumentar o valor dela a esse nível também. Conforme o tempo passa cada vez menos destes carros estão trocando de mãos e numa recessão ou não, parece que o céu é o limite quando se trata desta absolutamente clássica Ferrari.






sexta-feira, 20 de julho de 2012

O Painel

Quando criança, com 5 anos moramos por 1 ano em Curitiba/PR. Meu irmão Aslam era pequeno, mas sei que ele se lembra também dessa época. Morámos bem no centro, num apartamento bem em cima da loja que meus pais abriram, de roupas... fazia frio lá... pra nós era congelante !

Já era muito fissurado por carro e quando meu pai me contou que a escola aonde eu iria estudar tinha um carro no pátio isso já me deixou definitivamente exaltado !

Não me lembro se a aula era de manhã ou a tarde... só sei que a Kombi vinha me buscar ( não sei porque, meu pai tinha um Corcel 72 novo na época) e a escola era um sobrado de madeira. Na sala de aula o pequeno Xracer, com seu casaquinho cinza. As meninas se sentavam dum lado e os meninos de outro. Mas a "cereja do bolo" mesmo era o que tinha no pátio da escola... uma cabine de um Ford modelo A, daquele modelo fabricado ao redor de 1929. Eu simplesmente não me lembro se fiz alguma amizade com alguém lá... mas eu me lembro muito bem de passar o recreio todo dentro do carro, sentado no banco, mexendo no volante grande de madeira e ferro e olhando e mexendo no painel do carro, igual a esse da foto acima ( bem... o painel estava mais velhinho do que este, sem brilho)...lembro bem do velocímetro, onde os número passam por um visor e os discretos botões.

Se tem algo resistente são esses carros da década de 30, pois vemos até hoje em exposições de antigos e até mesmo andando na rua !
o carrinho era deste modelo !